Entendendo o TDAH em mulheres: Impactos e diagnóstico

Por: Informe Social - Notícias, Emprego, Programas Sociais e Economia

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é amplamente discutido e reconhecido quando se trata de crianças, especialmente meninos. 

No entanto, a manifestação do TDAH em mulheres e as consequências de um diagnóstico tardio são aspectos que necessitam de maior atenção e conscientização.

A desafiadora situação das mulheres com TDAH começa com a pressão para atender às expectativas de comportamento feminino tradicional, que inclui ser controlada e discreta. 

Como o TDAH afeta a vida profissional e pessoal das mulheres?

Muitas vezes, as portadoras não diagnosticadas deste transtorno enfrentam uma série de desafios substanciais. 

Na esfera profissional, é comum a alta rotatividade em empregos ou até mesmo demissões frequentes. Isso se deve, muitas vezes, à dificuldade em manter o foco e a organização necessários no ambiente de trabalho. 

Além disso, outros comprometimentos, como relacionamentos fragilizados por uma autoestima abalada, são frequentemente observados.

Por que o diagnóstico precoce é crucial?

Sem o reconhecimento apropriado e a não correção de estratégias que mitigam os sintomas, o retrato geral é preocupante. 

Muitas dessas mulheres, já sobrecarregadas pelas demandas sociais e de trabalho, acabam desenvolvendo comorbidades. Transtornos depressivos, ansiedade e até dependência química são comuns. 

Sem um diagnóstico preciso de TDAH, o tratamento muitas vezes se concentra apenas nas comorbidades, deixando a raiz do problema sem atenção adequada.

Quais são os critérios para diagnosticar TDAH em mulheres?

Apesar de não existirem exames laboratoriais definitivos para confirmar o TDAH, o diagnóstico é essencialmente clínico. 

Este processo é realizado por um especialista que avaliará os critérios estabelecidos pelo DSM e pela OMS. 

Importante ressaltar que é crucial o entendimento de que as manifestações do transtorno podem variar significativamente entre indivíduos, especialmente entre gêneros.

As alterações cerebrais em pessoas com TDAH, confirmadas por pesquisas, estão majoritariamente localizadas na região frontal. 

Essas peculiaridades cerebrais ajudam a entender o perfil de reações e comportamentos desses pacientes, facilitando abordagens terapêuticas mais eficazes.

Impactos e a busca por soluções

Dificuldades de relacionamento devido a baixa autoestima; problemas profissionais associados à desorganização e mudanças frequentes de trabalho;

Predisposição para transtornos decorrentes do uso de substâncias, como álcool e drogas; tendência a se envolver em acidentes, principalmente de trânsito; risco elevado de desenvolver outros transtornos mentais.

Entender o TDAH em mulheres não é apenas uma questão de promover um diagnóstico correto, mas também de ajustar as abordagens terapêuticas e, consequentemente, oferecer uma melhor qualidade de vida a esse segmento muitas vezes invisibilizado.