Como funcionará o novo modelo de empréstimo consignado?

Por: Informe Social - Notícias, Emprego, Programas Sociais e Economia

A recente medida aprovada pelo Conselho Curador do FGTS promete transformar a maneira como os trabalhadores com carteira assinada acessam o empréstimo consignado.

Através da Carteira de Trabalho Digital, os empregados poderão, em breve, solicitar crédito com condições facilitadas, marcando um avanço significativo no setor financeiro e de empregabilidade.

A decisão, que ainda aguarda implementação mediante ajustes legislativos, facilitará especialmente a vida de trabalhadores de empresas que não possuem acordos bancários para empréstimos descontados diretamente na folha de pagamento. 

Atualmente, muitos recorrem ao saque-aniversário do FGTS como uma alternativa de crédito mais acessível, mas isso está prestes a mudar.

Como irá funcionar o novo modelo?

Os interessados poderão simular e solicitar empréstimos diretamente pelo aplicativo ou site da Carteira de Trabalho Digital, escolhendo o banco que oferecer as melhores condições de crédito. 

Este processo será apoiado por uma análise de dados provida pelo eSocial, que garantirá a coerência nas margens de crédito oferecidas.

O que muda?

Historicamente, para que um trabalhador tivesse acesso ao empréstimo consignado, era necessário que houvesse um acordo prévio entre o empregador e uma instituição financeira. 

Com a introdução dessa nova facilidade, o acesso ao crédito será democratizado, e não dependerá mais dessa intermediação direta.

Esse é um passo importante para aumentar a autonomia financeira dos trabalhadores brasileiros, proporcionando-lhes mais opções e melhores taxas de juros, aproveitando a baixa probabilidade de inadimplência nessa modalidade de crédito.

Impacto no mercado de trabalho e financeiro

Democratização do acesso ao crédito: Trabalhadores de empresas sem acordos específicos com bancos poderão acessar empréstimos a juros competitivos.

Menos burocracia: O processo será simplificado pelo uso de plataformas digitais, eliminando a necessidade de acordos diretos entre empregadores e bancos.

Saúde financeira: Com taxas de juros menores e acesso facilitado, espera-se que os trabalhadores possam gerir melhor suas finanças sem recorrer a opções mais onerosas como o cheque especial ou cartões de crédito rotativos.

As mudanças foram bem recebidas por representantes dos trabalhadores e do setor imobiliário, que veem na reformulação uma oportunidade para corrigir distorções criadas pelo saque-aniversário e redirecionar os recursos do FGTS para finalidades como a habitação popular.