Burnon: O perigo silencioso que destrói a saúde mental dos trabalhadores

Por: Informe Social - Notícias, Emprego, Programas Sociais e Economia

Em um mundo onde a produtividade é frequentemente valorizada acima do bem-estar pessoal, um fenômeno preocupante vem ganhando atenção entre profissionais da saúde: o burnon. 

Diferente do conhecido burnout, que representa um esgotamento total, o burnon descreve uma situação onde os indivíduos, apesar de estarem se sentindo frequentemente exaustos, continuam a trabalhar como se nada estivesse fora do normal.

Este estado de constante exigência e cansaço crônico pode passar despercebido pelos próprios indivíduos que o vivenciam, levando-os a um ciclo de trabalho contínuo sem o devido reconhecimento dos sinais de alerta que indicam a necessidade de intervenção. 

O que é o Burnon e quais são seus principais sintomas?

Ainda que o termo burnon não tenha sido profundamente estudado, ele é entendido como uma forma de estresse laboral com sintomas semelhantes aos do burnout. 

Dentre os indícios mais comuns, destacam-se a exaustão física e mental crônica, a redução do prazer em atividades fora do trabalho e uma notável desconexão emocional.

Quais são as causas subjacentes ao Burnon?

A persistência de queixas como tensão muscular e dores de cabeça frequentes também são características desse quadro que demanda atenção. 

Especialistas apontam  múltiplos fatores causais: desde traços de personalidade e condições de trabalho precárias até a falta de políticas de saúde mental nas empresas.

Adicionalmente, o contexto de culturas corporativas que incentivam a competição e o alto desempenho sob uma visão neoliberal contribui significativamente para esse cenário.

Como podemos prevenir e tratar o Burnon?

É fundamental uma mudança na cultura corporativa, onde o sujeito tende a seguir o mantra "trabalha que passa". 

Políticas mais abrangentes e eficazes de saúde mental no ambiente de trabalho são essenciais para prevenir o desenvolvimento do burnon. 

É importante que as organizações promovam um ambiente onde o equilíbrio entre vida pessoal e profissional seja prático e incentivado.

Além das medidas organizacionais, o autoconhecimento e o desenvolvimento de estratégias de coping (enfrentamento) são fundamentais para os trabalhadores. 

Práticas como mindfulness, atividade física regular e hobbies podem ser aliados importantes na prevenção e no tratamento do esgotamento relacionado ao trabalho.

O reconhecimento do burnon e suas implicações é um passo crucial para a promoção de uma cultura de trabalho saudável. 

Ao priorizar não apenas a eficiência, mas também o bem-estar dos colaboradores, as empresas podem não só melhorar a saúde mental de seus funcionários como também beneficiar-se de uma força de trabalho mais engajada e produtiva.