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Voa Brasil: governo bate o martelo e emite péssima notícia sobre programa

O tão aguardado programa Voa Brasil, promovido pelo governo federal, está prestes a ser lançado, prometendo uma renovação na forma como determinados grupos sociais terão acesso a passagens aéreas mais baratas. No entanto, ainda que a iniciativa tenha sido bem recebida por grande parte da população, existem limitações quanto ao seu verdadeiro impacto no mercado de transporte aéreo nacional.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, em recente entrevista, deu ênfase a um ponto crucial: o Voa Brasil não tem como objetivo a redução do custo das passagens aéreas de maneira geral no país. A comparação com os preços internacionais trouxe à tona a dura realidade enfrentada pelos brasileiros, onde, frequentemente, voar de uma capital a outra pode ser mais caro do que uma viagem para a Europa.

Quem será beneficiado pelo Voa Brasil

O foco do programa, neste primeiro momento, será beneficiar aposentados do INSS com renda de até dois salários mínimos e estudantes cadastrados no Prouni. Além disso, outra condição imposta é que os beneficiários não tenham viajado de avião nos últimos 12 meses, o que limita ainda mais o alcance do projeto. Este público selecionado é parte de uma estratégia para priorizar grupos sociais que normalmente não teriam acesso a viagens aéreas devido aos altos custos.

Após sucessivos adiamentos, a nova meta do governo é implementar o Voa Brasil até o fim deste mês de março. Contudo, uma data específica ainda não foi marcada. Segundo Silvio Costa Filho, ministro dos Portos e Aeroportos, há uma expectativa para que, uma vez lançado, o programa atinja inicialmente cerca de 21 milhões de aposentados do INSS e 700 mil beneficiários do ProUni.

Como funcionará o financiamento

Um aspecto interessante revelado pelo ministro dos Portos e Aeroportos é que o governo não fornecerá um financiamento direto para o programa. A iniciativa se baseia na parceria com companhias aéreas para oferecer assentos a preços reduzidos que, de outra maneira, permaneceriam vazios. O governo atuará facilitando o acesso à informação, para identificar aqueles que estão aptos ao benefício.

O Voa Brasil já enfrentou várias barreiras, sendo adiado quatro vezes. O Ministério de Portos e Aeroportos atribui os atrasos a conflitos de agenda, complicando a presença do ministro tanto em Brasília quanto em outros compromissos durante o carnaval.

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